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5/12/2008
Formatura dos Pós-graduandos do IHB 2008

O público presente à formatura das turmas de Medicina, Medicina Veterinária, Farmácia e Odontologia, no dia 7 de dezembro, lotou o anfiteatro Conselheiro Saturnino Soares de Meirelles. Os formandos compareceram com suas famílias, havendo mesmo muitas crianças que contribuíram para o clima de descontração da cerimônia. Depois da execução do Hino Nacional, a sra. Presidente do IHB, Dra. Lúcia Pires Mesquita, saudou os presentes passando a palavra aos coordenadores de cada área. Em seguida foram chamados, pela Dra. Elisa de Bulhões Carvalho, os formandos, para receber seu "canudo.” Foi dada a palavra então aos representantes de turma para que fizessem seus discursos, agradecimentos e homenagens, o que transcorreu num clima de grande emoção. Para encerrar, a Sra. Presidente convidou os homeopatas que iniciam agora uma nova etapa na sua carreira profissional, a ingressarem como membros titulares do IHB, em 2009, justamente no ano em que esta ilustre instituição completará 150 anos de fundação, abrilhantando assim com sua presença, as festividades que acontecerão.
Dando prosseguimento, passou-se para o "foyer", onde foi servido um brunch, quando os alunos, seus familiares e professores confraternizaram-se, aproveitando para fotos, troca de presentes e homenagens particulares. A festa transcorreu num clima de amizade e companheirismo, consagrando o espírito de acolhimento que caracteriza o IHB, não sem razão chamado de "a Casa da Homeopatia".
Parabéns a todos os novos membros da comunidade homeopática!
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Palavras da Profª. Denise Espiúca Monteiro, coordenadora da Medicina.

     "... Depois de uma longa espera consegui, finalmente, plantar o meu jardim. Tive de esperar algum tempo porque jardins precisam de terra para existir. Mas a terra eu não tinha. De meu, eu só tinha o sonho.

     Os sonhos, sendo coisas belas, são coisas frágeis. Sozinhos, eles nada podem fazer: pássaros sem asas; borboletas em crisálidas. São como as canções, que nada são até que alguém as cante; como as sementes, dentro dos pacotinhos, à espera de alguém que as liberte e as plante na terra.

     Um dia o inesperado aconteceu. O terreno ficou meu. O meu sonho fez amor com a terra e o jardim nasceu.

     (...) Queria um jardim que falasse! Queria o jardim dos meus sonhos, aquele que existia dentro de mim como saudade. O que eu buscava não era a beleza estética dos espaços de fora; era a bela poética dos espaços de dentro. Eu queria fazer ressuscitar o encanto de jardins passados, de felicidades perdidas, de alegrias já idas. Em busca do tempo perdido, na pré-psora adormecido.

     Saudade é a dor que se sente quando se percebe a distância que existe entre o sonho e a realidade. Mais do que isto: é compreender que a felicidade só voltará quando a realidade for transformada pelo sonho, quando o sonho se transformar em realidade. Para fazer o meu jardim ele teria que ser capaz de sonhar os meus sonhos.

     Cada semente de sonho plantada ontem, é hoje nova florada. Nossa Homeopatia, árvore sobejada de flores e frutos, nesta primavera perfumada pelas promessas de encontro, cuidado e acolhimento pelos jardins a serem plantados e replantados pelos caminhos, espera pelo verão onde será sombra e descanso para todo aquele que sofre; espera pelo outono onde será alimento e confiança para todo aquele que para o inverno da alma se prepara; espera pelo inverno, onde será lenimento e esperança de nascimento em uma nova primavera - eterna criança.

     Em cada corpo, um Paraíso que espera. O tempo é o do reequilíbrio dinâmico. Pois, como o disse o místico medieval Ângelus Silésius:

Se, no teu centro
um Paraíso não puderes encontrar,
não existe chance alguma de, algum dia,
nele entrar.


     Cuidem com carinho deste jardim onde tão bela e frondosa árvore germinou, cresceu e frutificou. Tenho certeza que já, os passarinhos cantarão vindo daqui e de acolá. As borboletas, os beija-flores, bem-te-vis, as joaninhas, as cigarras e as formiguinhas, encontram-se irmanadamente neste jardim.

     Que possamos aos ventos proclamar: sejam todos muito bem vindos, apreciem as flores, desfrutem de suas cores e perfumes e aproveitando a alegria do reencontro a cada visita, saboreiem dos frutos que ajudam a semear e distribuam o pólen das flores que aguadas na presença e na distância, pelo amor, a fé e a compaixão, brotam deste solo sagrado: o coração que jardineiro sonha, e sonhando planta, e plantando, colhe, e colhendo distribui e da semelhança de ser e estar para o outro em si mesmo, usufrui!".

Denise Espiúca
07/12/2008


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(ISSN 1984-7165)