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30/6/2015
INSTITUTO HAHNEMANNIANO DO BRASIL COMPLETA EM 2 DE JULHO DE 2015, 156 ANOS DE EXISTÊNCIA.

Este ano em que se festeja em 156 anos da fundação do IHB, que tem a honra de carregar em seu nome o do Patrono da Homeopatia, não podia deixar de comemorar esta data através do artigo abaixo onde é explicado o porquê da escolha desta data para a fundação desta instituição.

Na qualidade de administradora desta casa, venho parabenizar o IHB por 156 anos de existência.


Porquê o 2 de julho

No dia 02 de julho de 1843, às 5 horas da manhã, Samuel Hahnemann faleceu em sua casa em Paris, n° 1, Rue de Milan. O Mestre viveu por mais de 88 anos!

No meio de abril (pelos dias 12 ou 13) Hahnemann adoeceu com sua doença usual de Primavera, catarro brônquico. No começo ele mesmo se tratou, mais tarde clamou a ajuda do Dr. Chatran. Mas a energia vital deste idoso de 88 anos estava se esgotando. Foi dito que ele assim sentiu e falou sobre isto. Por semanas nada foi ouvido sobre ele ou sua condição de saúde, pois sua esposa mantinha-o cuidadosamente recluso do mundo externo e só permitia a alguns poucos íntimos verem o inválido. Notícias de sua morte se espalhavam por Paris repetidamente. Algum tempo antes do fim, sua filha Amalie chegara a Paris para visitar o pai, mas até a ela não foi permitido vê-lo. Mesmo seu neto de 17 anos, Leopold Süss-Hahnemann, só pode vê-lo quando dava seus últimos suspiros.

O Dr. Jahr tinha mantido as mais estreitas relações com Hahnemann em Paris, tendo sido seu assistente, mas diante desta doença seu conselho não foi pedido. No dia em que Hahnemann morreu, ele recebeu um bilhete (pela 1ª vez) de Mme Melanie dizendo para ele vir sem falta neste dia. Ele foi imediatamente e descobriu que o Mestre estava morto há 5 horas. No dia seguinte ele testemunhou oficialmente este fato na presença do prefeito do distrito (Maire).

É certo que Mme Melanie pela sua conduta não queria tornar pública ou mesmo possível a doença e a morte de seu marido. E levou adiante esta extraordinária tarefa com grande persistência. Não mandou cartões de luto, nem para os mais íntimos. Até os detalhes do funeral não foram descuidados. Ela ordenou ao Dr. Gannal para embalsamá-lo e pediu permissão à polícia (a qual obteve) para guardar o corpo embalsamado em casa por 14 ou 15 dias. O embalsamamento foi feito por um processo da firma de Gannal, onde sulfato de alumínio era usado e feito no dia 03 de julho.

Por nove dias ela guardou em casa o corpo do marido. Então na chuvosa manhã de 11 de julho de 1843 a carroça funerária entrou no pátio da casa de Hahnemann.

Seguiram a pé para o cemitério de Montmartre a 1 km de distância, apenas a viúva, Amalie e seu filho, o apoticário La Thière das relações de Melanie e alguns serventes.

O homem cujo nome havia se tornado famoso em todo o mundo científico, a quem milhares de pessoas, de cada país de cultura haviam corrido para pedir ajuda, que fazia parte entre as celebridades de Paris até algumas semanas antes, na casa magnificente na qual a mais expressiva elite pressionava para entrar, e cuja morte era assunto tópico de todas as classes sociais, este homem foi rápida e quase secretamente levado para o seu último local de repouso como um mendigo num dia chuvoso. Não houve discurso de despedida, nenhuma manifestação de veneração nem dos seus defensores nem dos seus amigos íntimos, os quais tão freqüentemente haviam-no celebrado em sua função pública. Nada houve para pagar tributo à importância deste homem extraordinário, nem reza, nem padre, nem cantos, nem música funerária. A ninguém foi permitido por pensamento ou ação dar expressão plena para o momento solene na sepultura deste homem chamado por Deus.

Mme Melanie havia guardado segredo não só da hora da morte mas da hora do enterro. Não chamou para o funeral nenhum amigo ou defensor da homeopatia. E colocou-o numa sepultura onde ela já havia enterrado dois outros homens de suas relações, o pai adotivo e o pintor La Thière. O caixão mais alto e o terceiro era o de Hahnemann.

A mente antes incansável, o homem que fora tão incessantemente ativo, achava por fim a paz que tanto almejara no quieto número 1252, no cemitério da colina de Montmartre. Mas ele não repousou ali. 50 anos depois o caixão foi removido para onde provavelmente seus restos mortais ficarão para sempre (cemitério Père La Chaise).

Foi como se Mme Hahnemann completamente se esquecesse de seu marido após depositá-lo em Montmartre. A sepultura não era zelada, nenhuma amorosa mão nunca a adornou com flores frescas, nem mesmo nos aniversários de sua morte. De acordo com unanimes depoimentos de homeopatas parisienses, teria assumido uma aparência totalmente negligenciada e com o tempo teria caído no completo esquecimento.


Tradução do texto original do livro de Richard Hael, sobre a biografia de Hahnemann.



Profª. Drª. Ana Teresa Doria Dreux
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Brazilian Homeopathic Journal
(ISSN 1984-7165)